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03 Agosto 2010
Senado tira monopólio de produtos para
diagnóstico de câncer
O Senado aprovou, em dois turnos de votação nesta terça-feira, a
PEC 100/2010 que retira da União o monopólio sobre a produção,
comercialização e uso de elementos radioativos (conhecidos como
radioisótopos) para fins medicinais.
Com isso, empresas privadas podem fabricar e distribuir esses
elementos, que são fundamentais para o diagnóstico de doenças,
na tireoide, por exemplo, e também no tratamento e detecção de
vários tipos de câncer.
Até então, apenas duas estatais têm autorização para produzir e
comercializar esses produtos: o Instituto de Pesquisas
Energéticas e Nucleares (IPEN), em São Paulo, e o Instituto de
Engenharia Nuclear (IEN), no Rio de Janeiro, ambos vinculados ao
Ministério de Ciência e Tecnologia. A autorização para a
produção e venda dos radioisótopos, no entanto, fica sob a
responsabilidade da Comissão Nacional de Energia Nuclear, também
vinculada ao ministério.
De acordo com o autor da proposta, senador Alvaro Dias
(PSDB-PR), a ampliação da autorização para venda e produção
desses produtos vai aumentar o acesso de pacientes aos
tratamentos e exames. "Hoje, só duas estatais (uma no Rio, outra
em São Paulo) podem produzir e comercializar esses produtos. E
como eles têm uma vida curta, muitos com menos de duas horas de
durabilidade, isso obriga os pacientes a viajarem até essas
localidades para terem acesso a diagnóstico e tratamento",
afirmou.
Agora, a PEC segue para apreciação pelo plenário da Câmara, que
deve aprovar a matéria em dois turnos, por pelo menos 3/5 dos
deputados (quantidade igual ou superior a 308 deputados). Caso
sofra alterações, a PEC volta para apreciação do Senado. Se for
aprovada sem mudanças, a matéria é promulgada pelo presidente do
Congresso.
(Fonte: Redação Terra)
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